Não, não é meu, nem sei quem o encontrou... Não é tão querido? Não dá vontade de pegar e dar festinhas? :)
sábado, 16 de maio de 2009
Não é tão fofinho?...
Não, não é meu, nem sei quem o encontrou... Não é tão querido? Não dá vontade de pegar e dar festinhas? :)
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Testes de alunos do 1º Ciclo

- O Papa vive no Vácuo (!?)
- Antigamente na França os criminosos eram executados com a Gelatina (pelomenos assim não doía tanto)
- Em Portugal os homens e as Mulheres podem casar. A isto chama-se monotonia. (é frustrante que até na 2ª Classe já pensem assim...)
- (A MELHOR) Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de dormir sempre com a mamã. (Um destino terrível...)
- Os homens não podem casar com homens porque então ninguém podia usar o vestido de noiva. (a ver vamos)
- Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já foi utilizado e é bom para o ambiente. (Que bom!)
- Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos e não têm de ficar com os que lhe saem. (Pois é, com os animais de estimação também funciona assim!)
- Adão e Eva viviam em Paris. (Sim, sim lá também é Paradisíaco)
- O hemisfério Norte gira no sentido contrário do hemisfério Sul. (Viver ao longo do Equador deve ser muito divertido)
- As vacas não podem correr para não verterem o leite. (Que bom saber isso)
- Um pêssego é como uma maçã só que com um tapete por cima. (Nunca tinha pensado nisto!)
- Os douradinhos já estão mortos há muito tempo. Já não conseguem nadar! (Conseguem sim! No óleo da frigideira)
- Eu não sou baptizado, mas estou vacinado. (Esta tenho que ensinar aos meusfilhos!)
- Depois do homem deixar de ser macaco passou a ser Egípcio. (Mmm... isto ainda não sabia!)
- A Primavera é a primeira estação do ano. É na primavera que as galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas. (Nunca mais como batatas)
- O meu tio levou o porco para a casota e lá foi morto juntamente com o meu avô. (Bem, se o avô já lá estava...)
- Quando o nosso cão ladrou de noite a minha mãe foi lá fora amamentá-lo. Senão os vizinhos ficavam chateados. (E assim como terão ficado?)
- A minha tia tem tantas dores nos braços que mal consegue erguê-los porcima da cabeça e com as pernas é a mesma coisa. (Acho que a mim aconteceriao mesmo às pernas)
- Um círculo é um quadrado redondo. (Esta é absolutamente fantástica!)
- A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porquê. Talvez por estar muito frio.(Um génio!)
- A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas às escondidas para os meus pais não ficarem preocupados. (Sem comentários)
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Enfim... as crianças são deliciosas!
Farewell Firmin...

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sábado, 9 de maio de 2009
"Firmin" de Sam Savage

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"Ao fime ao cabo, ver-me pela primeira vez não era o mesmo que olhar para uma velha ratazana. Era uma experiência mais pessoal e também mais dolorosa. (...) Apercebi-me, claro, de que a intensidade dessa dor era directamente proporcional à dimensão da minha vaidade, mas esse pensamente ainda agravou mais as coisas. Além de feio, vaidoso - o que acrescentava «ridículo» à colecção de adjectivos: baixo, forte, peludo e sem queixo. Firmin: o peludo. Ridículo."
Este livro é a minha nova viagem paralela no combóio... "Firmin".
Tenho de admitir que o facto de ter um rato ( na realidade uma ratazana) a ler um livro na capa, fez com que o comprasse imediatamente. Ratos e livros, por incrível que pareça, têm uma presença e importância fortíssimas na minha vida... :)
O livro é engraçado, doce, irónico, duro e ternurento e especialmente muito original. Só por isso vale muito a pena!
terça-feira, 28 de abril de 2009

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Ilustração de Helena Simas
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Perdi um amigo.
Que ali estava sempre a meu lado, com as suas páginas repletas de letras para serem lidas. Um amigo de folhas novinhas que queriam ser mexidas, dedilhadas... E foram! Durante dias a fio percorri as letras, as palavras, as páginas, as folhas, que queriam ser lidas de uma ponta à outra. E as palavras íam enchendo a alma de personagens, dando-lhes um corpo, uma voz, um sentir, um querer ser. Íam aos poucos ganhando vida, afecto, amor... Até 3 dimensões! Foram crescendo e enchendo o meu quarto de risos, aventuras, lágrimas. E agora que já tenho o quarto cheio de gente com alma, ao virar a última página das suas vidas... O que é que lhes acontece?
E de cada vez que leio um bom livro, o sentimento repete-se. Quase que receio fazer mais amigos, pois tenho a certeza que no fim os perco...
domingo, 26 de abril de 2009
Lagrimas negras, Bebo Valdez y Diego El Cigala.
Porque tenho o privilégio de ter amigos que me enriquecem a alma não só de carinho, força e cumplicidade mas também de boa música.
Obrigada querida Susana... por tudo.
terça-feira, 21 de abril de 2009
1º voo do modelo à escala Pilatus PC9
No passado Domingo de ventania, o Miguel encheu-se de coragem e voadores experientes para lançar o seu projecto mais querido... O modelo à escala 1/5 Pilatus PC9!
Contra todas as expectativas (ehehehehe), o aviãozinho voou, perdeu-se nas nuvens e aterrou são e salvo!!! Tenho que admitir que foi emocionante...
Agora, resta fazer um trem de aterragem mais resistente, treinar o dono do Pilatus a voar, para que o avião levante de novo o seu rabo pesado. :))))
terça-feira, 7 de abril de 2009
Aeromodelismo - Pilatus PC9
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Depois de prateleiras para os vasos e de um T0 para os nossos canitos, o Miguel meteu mãos à obra e foi terminar um projecto de aeromodelismo que tinha iniciado nos tempos da faculdade.
Durante 2 meses e meio a nossa casa ficou convertida em estaleiro aeronáutico... Deu direito a tudo: lixar madeira, brocar, fazer fibra de vidro, pintar com sprays, colocar autocolantes, tirar autocolantes, dizer palavrões, colar com cola de contacto, descolar, fazer buracos, dar-me cabo da paciência, entalar dedos, fazer experiências, dizer palavrões, gastar dinheiro, comprar motor, gastar dinheiro, comprar rádio, gastar dinheiro, comprar mala das ferramentas, deixar a casa a cheirar a resina mesmo antes de dormir... enfim, estou feliz que o projecto esteja terminado e que a nossa união de facto tenha resistido a este martírio!
Mas não podia deixar de homenagear este projecto e a paciência e a mestria que o Miguel teve em levá-lo a cabo. Afinal de contas, todo o projecto foi desenhado por ele, tirado apenas de uma fotografia a preto e branco do avião Pilatus PC9 em tamanho real. O modelo construído tem a escala de 1/5.
Neste momento, está pendurado no tecto da nossa casa. Parece-me que o dono da obra-prima anda a ganhar coragem para o voar. É que a graça de tudo isto é que o Miguel não sabe voar :)
sábado, 28 de março de 2009
"Efémera" de Rita Fouto


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Fui assistir a esta peça de teatro no dia 27 de Março, no Dia Mundial do Teatro: Efémera.
Quando li a ficha técnica fiquei à espera de um conto eventuamente banal... Mas a história é contada de uma forma tão singular e com um ritmo tão próprio que por si ganha vida e força.
Os actores são criativos, expressivos e de tal maneira envolventes que damos por nós a reviver momentos em que também vivemos despertares individuais e que são tão intensos e importantes para o crescimento pessoal...
E a música que acompanha a peça é tão bonita... Toda a equipa está de parabéns!!!
Aconselho vivamente!
Espreitem aqui: http://animaseapresenta.blogspot.com/
quinta-feira, 12 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Simon and Garfunkel Scarborough Fair
"Are you going to Scarborough Fair?
Parsley, sage, rosemary & thyme
Remember me to one who lives there
She once was a true love of mine
Tell her to make me a cambric shirt
(On the side of a hill in the deep forest green)
Parsely, sage, rosemary & thyme
(Tracing a sparrow on snow-crested ground)
Without no seams nor needlework
(Blankets and bedclothes a child of the mountains)
Then she'll be a true love of mine
(Sleeps unaware of the clarion call)
Tell her to find me an acre of land
(On the side of a hill, a sprinkling of leaves)
Parsely, sage, rosemary, & thyme
(Washed is the ground with so many tears)
Between the salt water and the sea strand
(A soldier cleans and polishes a gun)
Then she'll be a true love of mine
Tell her to reap it in a sickle of leather
(War bellows, blazing in scarlet battalions)
Parsely, sage, rosemary & thyme
(Generals order their soldiers to kill)
And to gather it all in a bunch of heather
(And to fight for a cause they've long ago forgotten)
Then she'll be a true love of mine
Are you going to Scarborough Fair?
Parsley, sage, rosemary & thyme
Remember me to one who lives there
She once was a true love of mine."
sábado, 7 de março de 2009
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Ilustração de MEHRDOKHT AMINI
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Entrego-me,
deito-me no céu vazio, azul, intenso,
aguado de mar e sal e lágrimas e areia que dói quando se esfregam os olhos...
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Deito-me no vazio do céu, rasgando as nuvens, o vento,
as correntes quentes e frias que me lambem o corpo e agarram,
dilacerando e reabrindo golpes antigos.
Que já conheço, que já sei como doem, que arrisco de novo em senti-los...
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Desço numa estonteante viagem, que me acelera o coração e oprime-o com medo, tanto medo...
de não sentir as minhas asas a abrirem... de me aperceber em vão que porventura não as tenho.
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E vou querer que me agarres com dedos firmes e mãos fortes,
que vão saber a rochas que não se gastam com o vento.
Rochas de aço e não de areia...
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Nunca mais quero que me saibas a areia.
Essa escorrega-me pelos dedos e nunca a consigo agarrar...
ilusão de a prender, abrir as mãos e sentir o vazio, que me escorre,
como o azul que me emprestas do teu olhar.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

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Vou olhar-te com cuidado, demorar a minha vontade em ti, demorar o meu desejo em mim.
Vou enlear-te de seda colorida, fria, que te arrepia quando roça a tua pele.
Vou desenhar-te cores nos lábios, nos olhos, no teu corpo dourado de areia.
Vou descansar o meu corpo no teu… largar este peso como lastro sobre os teus ombros, o teu peito, a tua barriga, as tuas pernas.
Vou abraçar-te com força para que o meu existir derreta na tua pele
E que juntas passem a ser uma só.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Desejo-te a medo, quando fica escuro em mim.
Passo então os meus dedos no vermelho dos teus cabelos, no carmim dos teus lábios,
nas sardas que salpicam o teu rosto.
Afundo os meus olhos nos teus e peço-te por favor que não digas nada…
Porque as palavras rebentam a bola de sabão onde tu e eu moramos.
Ficamos então assim… como alma e reflexo uma da outra.
Passando os dedos em ti como se me procurasse a mim.
domingo, 22 de fevereiro de 2009

Cabes todo na minha mão… o teu riso, o teu azul, as tuas sardas.
Fecho a minha mão com força e encosto-a ao meu peito. Que está quente, que pulsa ao sentir-te, que se arrepia ao pressentir-te. E fecho os olhos com força porque a dor se confunde com o prazer. E não aguento, toda essa força, toda essa urgência de sentir.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Slumdog Millionaire de Danny Boyle
Acabámos por ver Slumdog Millionaire... Aconselho vivamente!!!! O argumento é fantástico, o retrato social é precioso, e toda a banda sonora é realmente incrível. Um filme forte, profundo, bonito e apesar de tudo tão simples... Já ganhou 4 globos de ouro (Melhor realizador, Melhor fotografia, Melhor banda sonora e Melhor argumento), vamos ver quantos óscares vai ganhar :)
Aqui estão mais algumas fotografias do filme. A música Jai Ho é fantástica! Vejam o filme, vale muito, muito a pena!!!
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Coraline de Henry Selick
"Have you ever wished for a different life?
Be careful what you wish for..."
Tenho visto a publicidade a este filme nos cartazes espalhados por aí, e estou enfeitiçada... Tenho de ver este filme!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Livraria Lello e Irmão - Porto, Portugal
Fotografias de J.Lorea
Numa livraria normal, já me consigo perder horas sem fim. Nem quero imaginar quando um dia visitar este livraria perdida no espaço e no tempo. Fica no Porto e é motivo de orgulho...
Aqui fica um cheirinho do que deve ser esta pequena maravilha!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Era uma vez Sintra...
Pode encontrar estas fotos aqui no TrekEarth
Escrevi o conto que se segue, quando tinha 15 anos. Nessa altura, comecei a estudar na Portela de Sintra. Nunca tinha convivido tão de perto com a Serra de Sintra, com o Castelo dos Mouros, com o Palácio da Pena, com a Vila... e sinceramente acreditei (e acredito) que Sintra é de facto um local mágico.
Com 15 anos, esta história foi a minha maneira de honrar Sintra, de lhe dizer como ela me fascinava e me encantava. Mas no Inverno, Sintra tem tanto de mágico e nostálgico como de mórbido...
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- Conta-me um conto - disseram-me - Conta-me um conto que fale de estrelas, céus, florestas…
- Um conto? – perguntei – Queres ouvir um conto que fale de magias, queres ouvir poesias que falem de amor?
- Sim. Quero um conto perdido no espaço e no tempo, quero ouvir falar de reis, rainhas, deusas… Quero um conto de outrora sonhado por ti.
- Era uma vez Sintra, - comecei então eu – terra sagrada dos deuses…
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Lá vivia Morgane, filha dos céus e das estrelas, lá de onde se erguia um castelo rude e simples, mas altivo e sobranceiro dos Mouros chamado.
Morgane nasceu na floresta, numa noite de tempestade. Nasceu da magia que os deuses evocaram para proteger Sintra. Foi abençoada e a sua vida destinava-se a um momento...
Na sua última noite, Morgane vestiu-se de branco, dançou no escuro, ergueu-se em preces, falou aos ventos, clamou poesias. A floresta, onde sempre sonhara acabar os seus dias, agitava-se em seu nome, explodia em tempestades.
Algures perdido nessa noite, um príncipe vagueava empurrado pelo vento e pela chuva, sem querer, sem saber para onde os passos o levavam. Seguia sem rumo até ouvir tais melodias e desconcertos. Seguindo o som acabou por encontrá-la. Demorou o olhar em Morgane, ficou deslumbrado com o momento.
Morgane movia-se num bailado magoado de gestos vincados e lentos. Insinuava-se como uma imagem deturpada… Dançava ao vento, à noite, à magia confusa do momento. Mostrava-se ao mundo e reclamava por um toque, um afago. E sorria confundindo a sua beleza no escuro que a esquecia.
Ele não sabia o que seguia, não conhecia o que adorava. Aproximou-se da mulher de branco que na floresta dançava… aproximou-se sem medo perdido no espanto, tocou-lhe ao de leve no seu corpo e pediu-lhe:
- Senhora de Branco, leva-me contigo nessas magias, ensina-me a sonhar que me sinto perdido.
Ela sorriu a medo e soprou-lhe para dentro do seu olhar, palavras de tudo e de sonho. Embalou-o na sua melodia e dançaram ao vento e à noite escura.
Os deuses ergueram-se numa só voz. Lançaram chuva e raios, pintaram os céus com brilhos, apagaram as brumas, abençoaram o momento.
Morgane e o seu príncipe esqueciam tudo e todos e amavam-se num momento secreto e sagrado. O sonho era tudo, a vida nada ou quase nada…
Quando o príncipe acordou nessa manhã, viu com surpresa que estava só. Relembrou a sua noite sem perceber se a vivera de facto ou se ficara perdido numa ilusão.
Nesse dia foi proclamado rei; dizia o povo que tinha sido escolhido pelos deuses. E contavam-se histórias no reino de que uma deusa surgira em Sintra no meio da tempestade e vestida de branco nas suas florestas dançara, clamando ao povo que já tinham rei. O povo chamava ao seu novo rei, príncipe da Pena, nome que a deusa cantara nas suas melodias.
Ao príncipe não lhe interessava um reino, nem sequer o seu palácio prometido. Não encontrava forças em si que encaminhassem um povo e não conhecia aquela história como o povo a contava. Só ansiava pela noite, por uma nova visão da sua mulher de branco.
Seis noites o príncipe vagueou sem rumo pela floresta, seis noites esperou pela mulher de branco, mas tudo permanecia vazio e intacto. Na sétima noite os céus estouraram em lamúrias e uma tempestade rompeu o silêncio. E o príncipe da Pena ouviu de novo aqueles cantares. Percorreu os jardins do Palácio, enfrentou a floresta dos Mouros e encontrou-a rezando na muralha mais alta do Castelo.
Ele apaixonado pediu-lhe tudo, Morgane insana deu-lhe a sua magia. O príncipe sem saber o que pedira, num golpe doce rasgou-lhe a vida... Preencheu-a na complacência de um grito e agitou-a em preces e murmurou-lhe delírios, ditou-lhe loucuras num beijo esquecido. Tarde na noite, o príncipe levou-a, a noite cantava melancolia, carregou-a nos seus braços enquanto chorava e tremia.
E os céus gritaram-lhe mil trovões, mostraram-lhe mil luzes, mas o apaixonado corria e ela nos seus braços desfalecia. Ele falou-lhe em preces e ainda que morresse, dava-lhe beijos e implorava-lhe que vivesse. Ela desmaiada em sonhos, perdida da vida, agitava-se em pesadelos… Morgane morria.
O apaixonado chorava, em lamúrias tristes e inconsoláveis. Ela deitada nos seus braços, era embalada numa melancolia terna, num afago meigo. Por entre soluços ele soprava-lhe palavras bonitas, acariciava-a e contemplava-a. Prometia-lhe céus, falava-lhe loucuras, implorava-lhe perdão… pedia-lhe apenas que ficasse.
- Peço-te que vivas – murmurava ele – quero que saibas que te amo… que vou proteger a tua serra todos os dias da minha vida.
E abraçou-a, num abraço carregado de estrelas, infinito e pena, muita pena... E Morgane, desfalecida nos seus braços, delirava poesias, falava de sonhos. Já se sentia longe, já vivia para lá do sol, era Deusa e Senhora de Sintra. Mas ouvia o seu príncipe que lhe dedicava preces de amor e magia…
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- Morgane morreu? – perguntou alguém num espanto.
- Sim. Todas as noites passeia de branco nas muralhas do Castelo, nos jardins encantados do Palácio, no alto da Serra, nas florestas sagradas de Sintra.
- E o príncipe da Pena?...
- Reinou um século, protegeu Sintra. Foi ao encontro de Morgane no castelo, todas as noites de tempestade.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Prémio Dardos

Este blogue, o "Tapete Voador", ganhou um prémio, o Prémio Dardos, o qual me deixou muito orgulhosa.
“Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.”
Quem atribuiu este prémio ao Tapete Voador foi a Célia Jordão Alves, autora do blogue Caixa dos Pirolitos, do qual sou fã nº1! Obrigada Célia por todas as visitas que me fazes e pelos mimos que vais deixando.
Esta acaba por ser uma boa oportunidade para divulgar alguns dos blogues que eu visito, revisito e volto a visitar porque simplesmente me fascinam por um motivo ou por outro. Só fico com pena que a escolha seja de 15 apenas...
Então, quem for agraciado com este prémio, deverá se assim o aceitar, fazer o seguinte:
"O premiado deve, por favor, seguir estas instruções:
1)Deve exibir a imagem em seu blog;
2)Deve apresentar o blog pelo qual recebeu a indicação;
3)Escolher outros 15 blogs a quem entregar o Prémio Dardos,
4)Avisar os escolhidos"
Estas são as minhas escolhas, mas volto a dizer que 15 são poucos, porque a quantidade de blogues que admiro é muito maior:
Alfinete de Dama
Tal qual sou
The pink inuit
Roger Olmos
Décousu
Cores em tons de Cinza
Caixa de Papelão
Conspirações Artísticas
Helena Simas ilustra
O Morcego saíu à rua
Bem estar
eendar
Papéis por todo o lado
Pozinhos de Perlimpimpim
Rafeiro Perfumado
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Ilustração de Mehrdokht Amini
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Agarrou-me com uns braços mudos, fortes. E ficamos ali, sob um céu de estrelas e riscos. Os seus dedos sujos dedilhavam o meu rosto, libertando cores e vazio. Deitou-me no seu colo e contou-me segredos que agora me castram.
E aquele abraço sabia a vento… encorpado mas vazio. Cheio de enganos. Daquele abraço eu fugi… talvez para não me enfrentar.
Durmo agora sonos soltos e carrego um fardo que só é leve quando tu estás.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Elis Regina, Romaria
O meu irmão mais velho preencheu a minha infância de memórias, como todos os irmãos mais velhos... Conheço esta canção desde essa altura: quando ele a cantava e quando ele me a ensinou. Obrigada :)
No YouTube aparecem outros vídeos em que a voz dela está mais nítida e bonita, mas só neste a encontrei a cantar. E ela canta com tanto sentimento que isso não podia passar despercebido.


