Este foi o livro que levei de férias: "Um novo mundo" de Eckhart Tolle. É impossível ficar indiferente a este livro. Adorei e prometi a mim própria que vou criar espaço para estar presente na minha vida, nas minhas decisões, nos meus pensamentos. Garanto-vos que é um desafio e tanto... Aconselho para todos aqueles que se sentem perdidos, para aqueles que não sabem que estão perdidos e para aqueles que acham que são iluminados :)
Desenhos de Richard Feynman - além de Prémio Nobel da Física, também desenhava... e bem! . Esta postagem resulta de um livro que estou a ler, que uma grande amiga me emprestou. Chama-se: "Está a brincar, Sr. Feynman!" na versão portuguesa. Tenho que admitir que não gosto da forma como está escrito (será da tradução??), mas a quantidade de mensagens poderosas que transmite é tal, que passa a ser um livro maravilhoso e importante de ler. Retrata a vida de um homem muito inteligente apaixonado por Física... e não só! Apaixonado pela vida, pelas pessoas, pela música, pela análise de problemas de qualquer espécie. No livro gosto especialmente daquilo que ele vai aprendendo com a vida. Não se dá apenas ao trabalho de se aperceber que aprendeu qualquer coisa... usa o que aprendeu como instrumento para melhorar a sua vida. E isso sim, é inteligência.
De vez em quando sentimos a vida a escorregar por entre os dedos como areia... Queremos agarrá-la e não conseguimos. A vida perdeu consciência, perdeu a alma, perdeu o sentido. Quem é que não sentiu já isso? Foi nestes altos e baixos da vida que conheci a Catarina e o trabalho dela, o Coaching, que aconselho vivamente! Se querem receber a newsletter Coaching para Mim na vossa caixa de correio basta ir a www.imperioperfeito.com e na base da página está o campo de registo. Frases bonitas que nos puxam para cima... só podem fazer bem, não é?
"António Joaquim de Matos Rodrigues. Pequenino, com dois olhos redondos onde o sol morava.
Uma vez entrou na sala a correr. Levou a mão ao boso das calças e gritou: senhora! Uma coisa para si! E com mil cuidados, embrulhado num bocadinho de jornal, tirou então a prenda mais espantosa que me deram em toda a minha vida: uma asa de gafanhoto!
Foi o primeiro poema que li do António Joaquim."
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in Colectânea de textos infantis por Maria Rosa Colaço
"Poucos de nós pensam na lua como um planeta companheiro, mas é isso mesmo que ela é. (...) Sem a influência estabilizadora da Lua, a Terra cambalearia como um pião quase a parar, sabe Deus com que consequências para o clima e para o estado atmosférico do tempo. A sólida influência gravitacional da Lua faz com que a Terra rode sobre si própria à velocidade e no ângulo certos para fornecer o tipo de estabilidade necessária a um desenvolvimento duradouro e eficaz da vida. O que não vai acontecer eternamente. A Lua está a escapar-nos a uma taxa de cerca de quatro centímetros por ano. Daqui a dois biliões de anos estará tão afastada que não vai conseguir manter-nos firmes e vamos ter de encontrar outra solução qualquer, mas até lá devíamos considerá-la muito mais do que um bonito adorno num límpido céu nocturno."-Bill Bryson in "Breve história de quase tudo" e Fotografia de Afonso Neves
O que se segue foi retirado de um e-mail que um amigo me mandou. Decidi partilhar porque quando li ri tanto, tanto, que acho que já não preciso de fazer abdominais hoje. Os comentários entre parentesis não foram feitos por mim.
- O Papa vive no Vácuo (!?)
- Antigamente na França os criminosos eram executados com a Gelatina (pelomenos assim não doía tanto)
- Em Portugal os homens e as Mulheres podem casar. A isto chama-se monotonia. (é frustrante que até na 2ª Classe já pensem assim...)
- (A MELHOR) Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de dormir sempre com a mamã. (Um destino terrível...)
- Os homens não podem casar com homens porque então ninguém podia usar o vestido de noiva. (a ver vamos)
- Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já foi utilizado e é bom para o ambiente. (Que bom!)
- Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos e não têm de ficar com os que lhe saem. (Pois é, com os animais de estimação também funciona assim!)
- Adão e Eva viviam em Paris. (Sim, sim lá também é Paradisíaco)
- O hemisfério Norte gira no sentido contrário do hemisfério Sul. (Viver ao longo do Equador deve ser muito divertido)
- As vacas não podem correr para não verterem o leite. (Que bom saber isso)
- Um pêssego é como uma maçã só que com um tapete por cima. (Nunca tinha pensado nisto!)
- Os douradinhos já estão mortos há muito tempo. Já não conseguem nadar! (Conseguem sim! No óleo da frigideira)
- Eu não sou baptizado, mas estou vacinado. (Esta tenho que ensinar aos meusfilhos!)
- Depois do homem deixar de ser macaco passou a ser Egípcio. (Mmm... isto ainda não sabia!)
- A Primavera é a primeira estação do ano. É na primavera que as galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas. (Nunca mais como batatas)
- O meu tio levou o porco para a casota e lá foi morto juntamente com o meu avô. (Bem, se o avô já lá estava...)
- Quando o nosso cão ladrou de noite a minha mãe foi lá fora amamentá-lo. Senão os vizinhos ficavam chateados. (E assim como terão ficado?)
- A minha tia tem tantas dores nos braços que mal consegue erguê-los porcima da cabeça e com as pernas é a mesma coisa. (Acho que a mim aconteceriao mesmo às pernas)
- Um círculo é um quadrado redondo. (Esta é absolutamente fantástica!)
- A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porquê. Talvez por estar muito frio.(Um génio!)
- A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas às escondidas para os meus pais não ficarem preocupados. (Sem comentários)
Pois é Maria Emília, acabei de ler o Firmin. Não perdi um amigo, ganhei mais memórias para viverem comigo. Curiosamente, este livro fala sobre isto... sobre a riqueza que é ler. Porque sem querermos ou por querermos, as memórias que ganhámos dos livros podem ajudar-nos a reinventar a nossa vida. Mas isto a Maria Emília sabe melhor que ninguém. Obrigada por me espicaçar a sair do torpor do dia a dia e vir aqui deixar uma palavrinha... Muitas saudades e tenho aqui o "Firmin" guardado para lhe emprestar :)
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . "Ao fime ao cabo, ver-me pela primeira vez não era o mesmo que olhar para uma velha ratazana. Era uma experiência mais pessoal e também mais dolorosa. (...) Apercebi-me, claro, de que a intensidade dessa dor era directamente proporcional à dimensão da minha vaidade, mas esse pensamente ainda agravou mais as coisas. Além de feio, vaidoso - o que acrescentava «ridículo» à colecção de adjectivos: baixo, forte, peludo e sem queixo. Firmin: o peludo. Ridículo."
Este livro é a minha nova viagem paralela no combóio... "Firmin". Tenho de admitir que o facto de ter um rato ( na realidade uma ratazana) a ler um livro na capa, fez com que o comprasse imediatamente. Ratos e livros, por incrível que pareça, têm uma presença e importância fortíssimas na minha vida... :) O livro é engraçado, doce, irónico, duro e ternurento e especialmente muito original. Só por isso vale muito a pena!
terça-feira, 28 de abril de 2009
. . . . . . . . . . . . . . . Ilustração de Helena Simas . Perdi um amigo. Que ali estava sempre a meu lado, com as suas páginas repletas de letras para serem lidas. Um amigo de folhas novinhas que queriam ser mexidas, dedilhadas... E foram! Durante dias a fio percorri as letras, as palavras, as páginas, as folhas, que queriam ser lidas de uma ponta à outra. E as palavras íam enchendo a alma de personagens, dando-lhes um corpo, uma voz, um sentir, um querer ser. Íam aos poucos ganhando vida, afecto, amor... Até 3 dimensões! Foram crescendo e enchendo o meu quarto de risos, aventuras, lágrimas. E agora que já tenho o quarto cheio de gente com alma, ao virar a última página das suas vidas... O que é que lhes acontece? E de cada vez que leio um bom livro, o sentimento repete-se. Quase que receio fazer mais amigos, pois tenho a certeza que no fim os perco...
Porque tenho o privilégio de ter amigos que me enriquecem a alma não só de carinho, força e cumplicidade mas também de boa música. Obrigada querida Susana... por tudo.
No passado Domingo de ventania, o Miguel encheu-se de coragem e voadores experientes para lançar o seu projecto mais querido... O modelo à escala 1/5 Pilatus PC9!
Contra todas as expectativas (ehehehehe), o aviãozinho voou, perdeu-se nas nuvens e aterrou são e salvo!!! Tenho que admitir que foi emocionante...
Agora, resta fazer um trem de aterragem mais resistente, treinar o dono do Pilatus a voar, para que o avião levante de novo o seu rabo pesado. :))))
. Depois de prateleiras para os vasos e de um T0 para os nossos canitos, o Miguel meteu mãos à obra e foi terminar um projecto de aeromodelismo que tinha iniciado nos tempos da faculdade. Durante 2 meses e meio a nossa casa ficou convertida em estaleiro aeronáutico... Deu direito a tudo: lixar madeira, brocar, fazer fibra de vidro, pintar com sprays, colocar autocolantes, tirar autocolantes, dizer palavrões, colar com cola de contacto, descolar, fazer buracos, dar-me cabo da paciência, entalar dedos, fazer experiências, dizer palavrões, gastar dinheiro, comprar motor, gastar dinheiro, comprar rádio, gastar dinheiro, comprar mala das ferramentas, deixar a casa a cheirar a resina mesmo antes de dormir... enfim, estou feliz que o projecto esteja terminado e que a nossa união de facto tenha resistido a este martírio! Mas não podia deixar de homenagear este projecto e a paciência e a mestria que o Miguel teve em levá-lo a cabo. Afinal de contas, todo o projecto foi desenhado por ele, tirado apenas de uma fotografia a preto e branco do avião Pilatus PC9 em tamanho real. O modelo construído tem a escala de 1/5. Neste momento, está pendurado no tecto da nossa casa. Parece-me que o dono da obra-prima anda a ganhar coragem para o voar. É que a graça de tudo isto é que o Miguel não sabe voar :)
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fui assistir a esta peça de teatro no dia 27 de Março, no Dia Mundial do Teatro: Efémera. Quando li a ficha técnica fiquei à espera de um conto eventuamente banal... Mas a história é contada de uma forma tão singular e com um ritmo tão próprio que por si ganha vida e força. Os actores são criativos, expressivos e de tal maneira envolventes que damos por nós a reviver momentos em que também vivemos despertares individuais e que são tão intensos e importantes para o crescimento pessoal... E a música que acompanha a peça é tão bonita... Toda a equipa está de parabéns!!! Aconselho vivamente! Espreitem aqui: http://animaseapresenta.blogspot.com/
quinta-feira, 12 de março de 2009
. . . . . . . . . . . Ilustração de Susanne Jansen . Desenhos a carvão em fundo negro – para quê? A magia não é ver, é sentir e saber. Fechar os olhos, encontrar o clarão aqui dentro e ser ofuscada com brancos tempestuosos de razão. Sentir... percorrer o vazio, com a língua a sentir o frio.
"Are you going to Scarborough Fair? Parsley, sage, rosemary & thyme Remember me to one who lives there She once was a true love of mine Tell her to make me a cambric shirt (On the side of a hill in the deep forest green) Parsely, sage, rosemary & thyme (Tracing a sparrow on snow-crested ground) Without no seams nor needlework (Blankets and bedclothes a child of the mountains) Then she'll be a true love of mine (Sleeps unaware of the clarion call) Tell her to find me an acre of land (On the side of a hill, a sprinkling of leaves) Parsely, sage, rosemary, & thyme (Washed is the ground with so many tears) Between the salt water and the sea strand (A soldier cleans and polishes a gun) Then she'll be a true love of mine Tell her to reap it in a sickle of leather (War bellows, blazing in scarlet battalions) Parsely, sage, rosemary & thyme (Generals order their soldiers to kill) And to gather it all in a bunch of heather (And to fight for a cause they've long ago forgotten) Then she'll be a true love of mine Are you going to Scarborough Fair? Parsley, sage, rosemary & thyme Remember me to one who lives there She once was a true love of mine."
sábado, 7 de março de 2009
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ilustração de MEHRDOKHT AMINI . Entrego-me, deito-me no céu vazio, azul, intenso, aguado de mar e sal e lágrimas e areia que dói quando se esfregam os olhos... . Deito-me no vazio do céu, rasgando as nuvens, o vento, as correntes quentes e frias que me lambem o corpo e agarram, dilacerando e reabrindo golpes antigos. Que já conheço, que já sei como doem, que arrisco de novo em senti-los... . Desço numa estonteante viagem, que me acelera o coração e oprime-o com medo, tanto medo... de não sentir as minhas asas a abrirem... de me aperceber em vão que porventura não as tenho. . E vou querer que me agarres com dedos firmes e mãos fortes, que vão saber a rochas que não se gastam com o vento. Rochas de aço e não de areia... . Nunca mais quero que me saibas a areia. Essa escorrega-me pelos dedos e nunca a consigo agarrar... ilusão de a prender, abrir as mãos e sentir o vazio, que me escorre, como o azul que me emprestas do teu olhar.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
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Ilustração de Nicoletta Ceccoli .
Vou cobrir-te de beijos ternos, doces… como pequenos afagos de vento. Vou olhar-te com cuidado, demorar a minha vontade em ti, demorar o meu desejo em mim. Vou enlear-te de seda colorida, fria, que te arrepia quando roça a tua pele. Vou desenhar-te cores nos lábios, nos olhos, no teu corpo dourado de areia. Vou descansar o meu corpo no teu… largar este peso como lastro sobre os teus ombros, o teu peito, a tua barriga, as tuas pernas. Vou abraçar-te com força para que o meu existir derreta na tua pele E que juntas passem a ser uma só.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Klimt, Golden fish
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Olho-te a medo. Com medo de ti, com medo de mim. Desejo-te a medo, quando fica escuro em mim. Passo então os meus dedos no vermelho dos teus cabelos, no carmim dos teus lábios, nas sardas que salpicam o teu rosto. Afundo os meus olhos nos teus e peço-te por favor que não digas nada… Porque as palavras rebentam a bola de sabão onde tu e eu moramos. Ficamos então assim… como alma e reflexo uma da outra. Passando os dedos em ti como se me procurasse a mim.
Resolvi tirar da gaveta o que escrevo. Muitos textos já mereciam asas ou tapetes para voarem longe, para encherem outros olhos e preencherem outras almas. As ilustrações e as fotografias são os tapetes voadores das minhas palavras. Sem eles voar não tinha tanta graça...
O meu tapete voador é como uma borboleta: pousa onde o seu olhar fica retido, mas não se consegue demorar por lá muito tempo...
Viagem número 6
"Equations and sketches" de Richard Feynman
Viagem número 5
Desenho de Richard Feynman
Viagem número 4
Ophelia por Millais (1829-1896)
Se te deitares nas águas azuis e calmas... fecha os olhos e dorme. A espuma há-de embrulhar os teus cabelos e colorir-te de brilhos, cores e risos. ver mais
Viagem número 3
Fotografia de Afonso Neves
"Poucos de nós pensam na lua como um planeta companheiro, mas é isso mesmo que ela é." ver mais -Bill Bryson in "Breve história de quase tudo"
Viagem número 2
Fotografia de Sérgio Oliveira, A casa da montanha, Quinta da Regaleira, Sintra
Sintra é assim... cheia de bruma. Eu moro por aqui. A bruma ficou colada a esta casa, a esta floresta, a esta montanha, a esta fotografia... Tenho impressão que à minha alma também.
Viagem número 1
Ilustração de Marta Chicote
A minha cama é o tapete voador dos meus sonhos. Junto com força os joelhos ao peito e os meus cabelos voam, porque o meu pensamento viaja longe, para lá das árvores e do negrume do céu. O gato preto mia. Salta para o tapete comigo e espera boleia nestas viagens. (...) ver mais
Quem quer seguir viagem?
O que já li e que aconselho...
Já terminei de o ler e parece que perdi um amigo... Este livro é simplesmente delicioso! Mostra o lado terreno dos grandes génios da nossa história, espicaça e satisfaz a nossa curiosidade. Aconselho vivamente!
Firmin
Mais um livro que me deixou a pensar... Aconselho!
Se eu acho que traduzir os meus próprios textos é difícil e dá trabalho, imaginem para um tradutor automático! Pelo menos para ele é rápido! ;)
O meu lado lunar
CURRENT MOON
Frases que colecciono
Iustração de Mosz
‘Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light, not our darkness, that frightens us most. We ask ourselves, ‘Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, and famous?’ Actually, who are you not to be? You are a child of God. Your playing small does not serve the world. There is nothing enlightened about shrinking so that people won’t feel insecure around you. We were born to make manifest the glory of God that is within us. It’s not just in some of us; it’s in all of us. And when we let our own light shine, we unconsciously give other people permission to do the same. As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others.’ - Quotation from the film "Akeelah & the Bee" based in Marianne Williamson in Return to Love: Reflections on a Course in Miracles
"Quem não conhece o medo não tem imaginação" - Anónimo
"Ela disse-me algumas coisas tão carinhosas que eu senti o maior prazer de estar comigo" - Anónimo
"O que fui outrora foi um desejo; partiu-se" - Álvaro de Campos
"As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando" - Álvaro de Campos
"Sou qualquer coisa do príncipe de todo o coração de rapariga" - Álvaro de Campos
"Encostou o rosto ao dela e soprou algumas palavras de repouso para dentro do seu sono" - Milan Kundera (do livro "A insustentável leveza do ser")
"Cuidado com aquilo que desejas, pois ser-te-à de certeza concedido" - Marion Zimmer Bradley (do livro "As Brumas de Avalon")
"Ainda que o teu sol se esconda, a tua vida não morre, apenas escurece até a nuvem passar." -Amaro Carapuço
"Mantém-te fiel a ti mesma (...), Se conheceres o teu coração, terás sempre um amigo que não mente" -Marion Zimmer Bradley (do livro "A Casa da Floresta")
"To choose doubt as a philosophy of life is akin to choosing immobility as a means of transportation" -Yann Martel (do livro "Life of Pi")
"Um não sei quê que nasce não sei onde Vem não sei como e dói não sei porquê" - Luís de Camões
"Quando se tem 15 anos, todos os dias é a primeira ou última vez de qualquer coisa esmagadoramente importante." - Miguel Sousa Tavares
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..." -Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte
"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre." - Miguel Sousa Tavares
Livros que valem muito a pena
Ilustração de Lisa Falkenstern
"Cometi frequentemente erros na minha física por pensar que a teoria não é tão boa como na realidade é e que há muitas complicações que estragam tudo - a atitude de que tudo pode acontecer, apesar daquilo que estamos certos que deve acontecer." "Está a brincar Sr. Feynman!", Richard P. Feynman
"(...) há três fases na descoberta científica: primeiro, as pessoas negam que seja verdade; depois, negam que seja importante, e por fim acabam por atribuir o crédito à pessoa errada." Breve história de quase tudo, Bill Bryson
"Rees afirma que existem seis números que gerem o nosso Universo, e que se algum desses valores fosse ligeiramente alterado sequer, as coisas poderiam não ser o que são." Breve história de quase tudo, Bill Bryson
"É natural que quem quer «elevar-se» sempre mais, uma dia acaba por ter vertigens" A insustentável leveza do ser, Milan Kundera
"Olhou-a, pelo que pareceu um tempo imenso até que as suas feições ficaram desenhadas na sua memória para sempre (...)" A Casa da Floresta, Marion Zimmer Bradley
"Vida Tive sede de um eu e bebi em ti (...)" Viagem ao Mundo da Droga, Charles Duchaussois
"Só se vê bem com o coração. O essencia é invisível para os olhos (...)" O principezinho, Antoine de Saint-Exupéry
"Silêncio único é o teu corpo Das suas lágrimas tremem minhas pálpebras Como é silencioso o teu corpo (...)" A brincadeira, Milan Kundera
"(...) Quer dizer que temos palavras a mais, Quero dizer que temos sentimentos a menos, Ou temo-los, mas deixámos de usar as palavras que os expressam (...)" Ensaio sobre a cegueira, José Saramago
"(...) Estou deitado sobre o lado esquerdo, de olhos fechados, imóvel, mas não estou adormecido nem sequer sonolento. É a minha posição de invorcar-te, de poder esvaziar o espírito para receber a tua presença imaginária. Nesta imobilidade tomo muita consciência do meu corpo. O joelho direito pesa-me sobre o esquerdo. Osso com osso faz doer. Questão de dois centímetros, procuro uma almofada de músculo e fico bem. As mãos estão unidas, dedos juntos, palma contra palma, como um suplicante do século catorze. Unidas e entaladas entre a face esquerda e o colchão. Mas os dedos mindinho e anelar da mão direita começam a ficar ligeiramente dormentes. Não quero mexer-me mas tem de ser. Levanto a mão no ar, abro e fecho abro e fecho abro e fecho, pensar-se-ia que te digo adeus. Mas não. Nunca te direi adeus meu amor, e a mão volta para o seu lugar.(...)" A trança de Inês, Rosa Lobato de Faria
"(...) Encontro, nos lençois da madrugada, um sono gasto, mil vezes dormido, debruçado sobre o mar negro dos sonhos, povoados de imagens esfarrapadas, fantasmas cúmplices, gestos estilhaçados, palavras inarticuláveis. Donde regressarei sobressaltada para reentrar na rotina que me agasalhará como um abrigo.(...)" Romance de Cordélia, Rosa Lobato de Faria
"(...) A minha mãe prendia-me muitas vezes na torre. Muitas, muitas vezes. Eu nunca sabia quando é que ela me ia levar para a torre nem conseguia entender que maldade é que tinha feito para merecer aquele castigo. Ela só me dizia: − Agora ficas aqui de castigo. O que a minha mãe não sabia e acho que nunca soube porque eu não lhe contei, nem tive oportunidade para lhe contar, é que a torre era o meu cantinho preferido.(...)" As Bruxas da Serra da Fóia, Maria Emília Pires
"(...) Naquela torre onde eu era princesa e tinha um reino e um cavalo-pássaro, as longas horas ali presa passavam num instante, sem medo e sem fome. Muitas vezes comi as sementinhas que a minha andorinha trazia para os fi lhos e que eles deixavam cair do bico quando estavam a aprender a comer. Eram deliciosas e mágicas.(...)" As Bruxas da Serra da Fóia, Maria Emília Pires
"(...) Assim, pouco a pouco fui percebendo que, tal como no jogo da macaca, temos que manter o equilíbrio, apanhar a pedra e acertar no quadrado seguinte. A vida é um jogo, pelo menos para mim tem sido. Vou aprendendo jogada a jogada. Umas vezes ganho, outras perco. Mas afinal foi isso que os contos de fadas me ensinaram. (...)" As Bruxas da Serra da Fóia, Maria Emília Pires
"(...) Primeiro, senti as folhas de hera a serem remexidas; depois, vi os braços dela a agarrarem-se ao muro; depois, o rosto dela parado de encontro ao céu claro da noite. E faltou uma batida ao coração. O mundo parou. (...)" Cemitério de pianos, José Luís Peixoto
"(...) there are two kinds of folks: those who are satisfied right where they are and those with an itch to see the rest of the world. If you're the kind wh's got to go, then get going. (...)" The seven wonders of Sassafras Springs, Betty G. Birney
"Sometimes extraordinary things begin in ordinary places. (...)" The seven wonders of Sassafras Springs, Betty G. Birney
"(...) Angels, he says, and she leans forward as if she is expecting him to pass on a secret. I do not know about angels, he says, perhaps there are many, perhaps they are here now he says, and she looks around and stands closer to him and he smiles. But there are people too he says, everywhere there are people and I think it is easier to hold hands with people than it is with angels, yes? (...)" If nobody speaks of remarkable things, Jon McGregor
"(...) He says this is a very big world and there are many many things you could miss if you are not careful. He says there are remarkable things all the time, right in front of us, but our eyes have like the clouds over the sun and our lives are paler and poorer if we do not see them for what they are. (...) " If nobody speaks of remarkable things, Jon McGregor
"(...) Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte. (...) Cada livro que aqui vês foi o melhor amigo de alguém. (...) " A sombra do vento, Carlos Ruiz Zafón
"(...) I see everything. That is why I don't like new places. If I am in a place I know, like home, or school, or the bus, or the shop, or the street, I have seen almost everything in it beforehand and all I have to do is to look at the things that have changed or moved. (...) But most people are lazy. They never look at everything. They do what is called glancing which is the same word for bumping off something and carrying on in almost the same direction (...)" The curious incident of the dog in the night-time, Mark Haddon