domingo, 9 de novembro de 2008

Durmam descansados ratinhos...




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Ilustração de MEHRDOKHT AMINI
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Porque durante muito tempo os ratinhos fizeram parte da minha vida... Agora já não fazem. Durmam descansados ratinhos!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Dia histórico - 04 Nov. 08



Não podia deixar este dia passar sem expressar o meu contentamento pelo sucedido. Tenho a impressão que é a primeira vez na vida que vibro com umas eleições. Por muitos motivos diferentes, fico feliz com este resultado. Quanto mais não seja por simbolizar a aceitação da mudança e de uma raça diferente da branca.

Com este vídeo, deixo a minha homenagem e os meus parabéns!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Halloween


Ilustração de David Wenzel

Noite de Halloween


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Ilustração de Nicoletta Ceccoli
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Ela surgiu numa noite como esta, em que os mundos do visível e do invisível se tocam e entrelaçam os dedos como por magia…
Eu estava quieta esperando qualquer coisa… mas só a tristeza se movia.
Ela, feita de vazios e enganos, era uma pintura de cores cruéis.
Eu sentia o perfume que a envolvia. A sua fragrância espalhava-se pelos montes, inebriava os ventos.
Nisto, um penhasco desenhou-se a seus pés. Um mar surgiu grande e revolto… Um vento foi chamado do nada, e rodopiava-a, chamava-a para o abismo.
Ela atirou com o manto que a cobria. Lançou para trás o seu cabelo revolto, e com um olhar acalmou o vento.
Como pôde ela com um olhar acalmar o vento?
Ela desenhava gestos pedindo ao vento que a deixasse voar no seu seio… mas estes gestos surgiam pesados e ocos. O silêncio tornava-se desagradável. O tecido branco que a moldava adormecia em afagos no seu corpo.
Vi então que se virou de costas para o penhasco, tão lenta quanto o seu desejo o permitia. Chegou-se ao abismo e simplesmente deitou-se no vazio… esperando uns braços mudos que a agarrassem.
Ela caía pesadamente como rocha que se desprende. E sei que mesmo ao sentir o mar, ela esperava uns braços mudos que a levassem.
A sua presença foi ignorada pelos ventos… Tudo o que surgia era puro acaso, pura coincidência de imagens.
Dela ficou o perfume e mesmo esse voou para longe.
Nada morreu com ela…

sábado, 25 de outubro de 2008

A morte saíu à rua, Zéca Afonso



Esta é em tua honra querida Isabel, e em honra do nosso secundário :) Inesquecíveis anos :)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008


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Ilustração de Benjamin Lacombe
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Hoje, sem querer, colou-se aos meus dedos uma foto tua.
Deu-me saudades de ti.
Da tua presença, da tua voz, dos teus olhos, da tua pele, dos teus cabelos ruivos.
Estás como estavas sempre. Serena, misteriosa, profunda e terrivelmente bonita.
Do lado de lá, olhas-me nos olhos sem o saberes… Com o verde de mil esmeraldas encerradas numa arca de tesouros.
Tranquilamente descansa nos teus braços a tua alma de gato… gentia, escura, traidora mas impossível de lhe resistir.
Fico a olhar-te de fora e invoco a tua presença.
Mergulho nos teus cabelos ruivos… Com os meus dedos transformo esses fios de fogo numa manta de retalhos que cobre o meu corpo, que invade o meu pensamento.
Esses fios de fogo queimam a minha pele e ferem, marcando a tua presença em mim, de uma forma inesquecível, impossível de calar o eco.
Esfrego o meu rosto no teu vermelho e na tua pele que cheira a talco, a mel, a afagos.
Que saudades… de te abraçar e gentilmente conservar a tua luz no meu peito. Que saudades de te sentir cá dentro a pulsar com muita força, como coração que batesse.
E o teu sangue, vermelho como o cabelo, preenche o azul das minhas veias e torna-as uma vez mais de fogo também.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

domingo, 5 de outubro de 2008

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Ilustração de Lina Chesak
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Amanheceu.
Mais uma 2ª feira prometendo outra semana na escola. Se por um lado as salas de aula eram um refúgio, o dedo inevitável espetado no ar... era o pesadelo que se adivinhava no recreio.
Por isso aquela 2ª feira não ía ser como as outras, somente o aceno para os de casa e a mochila pesada às costas o seriam.
Tinha de fugir. Ía bem preparado para enfrentar entempéries, fome, frio e solidão.
Os livros sempre lhe tinham ensinado tudo, nunca faltando com respostas. Contudo nunca lhe haviam ensinado a suportar o frio na alma que lhe trazia estar com os outros...

sábado, 4 de outubro de 2008

Beggin' - Madcon



Uma das músicas sensação do momento! Pelo menos para mim :)

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Ilustração de Gosia Mosz
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A mão dói quando escreve por falta de prática. Os calos ficam na ponta dos dedos, dos 10 dedos das duas mãos.
Já lá vai o tempo do lápis e do papel, do risco e do rabisco... da apagadela. Agora é o "clique" que importa, o "enter" e o "delete". Saber português é o menos porque o "Microsoft Word" corrige e até dá sugestões.
E a caneta também já era... Não apaga, não muda a letra, não muda a cor, não desenha, não interage, não corrige, não opina... e faz doer a mão!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Jailer - Asa



Uma das minhas preferidas do momento...

You've lost that love feeling



Priminha!!! Estas são em tua honra :) São em memória das nossas cantorias na praia do Baleal, do muito que nos divertiamos quando estávamos juntas. Que saudades!!!!!!!!!!
Aqui em baixo a versão completa e original, ou seja, bem cantada!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008


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Ilustração de Benjamin Lacombe
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Dás-me? Ou emprestas-me apenas esse olhar?
Eu sinto-o dado mas depois quando o desvias é roubado… de mim, porque já era meu. Pelo menos porque em mim morreu e aqui dentro a sua alma desmaiou.
O teu olhar é de gotas de água que desidrata quando o bebo. Porque é minha a água em que os teus olhos chovem. É minha a alma em que os teus olhos se pintam de azul.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

The Cure - Just like heaven



Porque hoje o dia foi... "Just like heaven"! Para compensar :)

The Cure, um dos meus grupos favoritos, senão mesmo o favorito.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

La Confession - Manau



Une chanson très belle...

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Ilustração de Ginger Nielson
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Abro a mão devagarinho, para não fugires ao veres a nesga de luz. Quero espreitar-te, sentir as tuas asas a roçarem nas minhas mãos. Tenho que ter cuidado para não te apertar demais, por isso te solto aos poucos. Mas vais ter que ter paciência. Vou-te ensinar a gostares de mim... só depois terei coragem de ir abrindo aos poucos o sol para os teus olhos e mostrar-te o mundo, mostrar-te ao mundo. Será que depois foges?... Ou já me vais amar de tal maneira que voltarás sempre para mim?

domingo, 21 de setembro de 2008

la tribu de dana - Manau



"Conheci" este grupo de rap francês, os "Manau" em França, enquanto fazia o meu estágio, o meu ano ERASMUS...
Foi um ano inesquecível... pelos amigos que fiz, pelas aventuras que vivi, por tudo aquilo que aprendi.
A todos os que se cruzaram no meu caminho em Orsay, um muito obrigada!

J’ai connu ce group de rap français, “Manau”, en France, pendant que je faisais mon stage, mon année ERASMUS.
Ce a était une année inoubliable … par les amis que j’ai fait, par les aventures que j’ai vécu, par tout ce qui j’ai appris.
À tous ce qui se sont croisés mon chemin dans Orsay, je vous remercie!
(s’il y a des fautes, je suis désolée… )

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Salvador Dali, A Persistência da Memória
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Sentas-te e esperas. Finges-te paciente.
Tentas contrariar o movimento das tuas pernas... para trás e para a frente, para trás e para a frente, como o badalo de um relógio tresloucado.
Esperas coisas importantes. Sabes bem que te vão cair em cima, nem precisas de te esforçar. Só precisas mesmo de ser paciente e estar sossegada.
E já lá vão uns dias, na realidade semanas ou meses... mas tu já nem sabes contar.
A noite vem como sempre, mas umas vezes mais fria que outras.
E o dia amanhece rabugento, a esfregar os olhos e a inventar mentiras para não encarar o sol.
O rabo já está quadrado no banco do jardim e o musgo quer pintar os teus dedos de verdete.
Verdade seja dita que os teus pensamentos já estacaram algures. De tanto correrem perderam-se. Não os consegues encontrar.
Vais batendo nas mesmas teclas de sempre e o tempo vai soprando zombarias.
As estátuas olham-te invejosas... os teus olhos ainda vão mexendo. Mas os sonhos, esses, estão a afogar-se naquele lago. No mesmo lago em que aquele cão sequioso os bebe.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mc K com Beto de Almeida - Atrás do Prejuizo



Adoro a letra, a música, o arranjo... Excelente!!!!

"Eu vou sorrir para não chorar,
em mais um dia da minha vida,
vou cantar para não pensar nas mágoas desta vida..."
Mc K com Beto de Almeida - Atrás do Prejuizo



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John William Waterhouse
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... Tem paciência meu querido, que a nossa noite já não tarda.
Há-de chegar a noite de estrelas e brilhos, a noite imaginada cá dentro. Havemos de partilhar, como primeira vez, segredos. Segredos, que por mais que sejam contados, são sempre segredos. Havemos de rir e quase não suportar tanto prazer e amor. Havemos de dançar uma sensualidade molhada enquanto vivemos a mesma pele. Havemos de descobrirmo-nos, redescobrirmo-nos. Havemos de voltar depois com um luar rasgado e melancólico. Voltamos quando pensamos que já é tarde para ver rir o impossível...
Mas não queremos voltar. Queremos ficar para sempre onde há luz e vida. Queremos ficar onde o riso é contagiante e o ambiente quente e húmido. Queremos ficar onde eu vejo o teu olhar com sede, onde eu me escorro em água nos teus lábios. Queremos ficar no momento em que fechámos os olhos e quisemos sentir tudo. Queremos ficar no quente, no quente... porque ao voltar é tudo tão frio.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008



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Klimt, Waterserpents
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A areia está quente sob os meus pés. Escalda. Quero correr mas não me atrevo. Deito-me. O sol engole-me em lambidas ferozes. O corpo responde com dor. Não quero saber, está bom assim. O meu cabelo enrola-se na areia, encharca-se de sol e sal e grãos de areia.
Agarram-me mãos quentes que me violam em carícias loucas, demoradas, como se moldassem barro... e de barro me sinto. Desmancho-me ao mais pequeno toque e nele morro e fico.

domingo, 14 de setembro de 2008

Encontros e despedidas - Maria Rita



Porque a vida é feita assim... de encontros e despedidas.