terça-feira, 7 de abril de 2009

Aeromodelismo - Pilatus PC9


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Depois de prateleiras para os vasos e de um T0 para os nossos canitos, o Miguel meteu mãos à obra e foi terminar um projecto de aeromodelismo que tinha iniciado nos tempos da faculdade.
Durante 2 meses e meio a nossa casa ficou convertida em estaleiro aeronáutico... Deu direito a tudo: lixar madeira, brocar, fazer fibra de vidro, pintar com sprays, colocar autocolantes, tirar autocolantes, dizer palavrões, colar com cola de contacto, descolar, fazer buracos, dar-me cabo da paciência, entalar dedos, fazer experiências, dizer palavrões, gastar dinheiro, comprar motor, gastar dinheiro, comprar rádio, gastar dinheiro, comprar mala das ferramentas, deixar a casa a cheirar a resina mesmo antes de dormir... enfim, estou feliz que o projecto esteja terminado e que a nossa união de facto tenha resistido a este martírio!
Mas não podia deixar de homenagear este projecto e a paciência e a mestria que o Miguel teve em levá-lo a cabo. Afinal de contas, todo o projecto foi desenhado por ele, tirado apenas de uma fotografia a preto e branco do avião Pilatus PC9 em tamanho real. O modelo construído tem a escala de 1/5.
Neste momento, está pendurado no tecto da nossa casa. Parece-me que o dono da obra-prima anda a ganhar coragem para o voar. É que a graça de tudo isto é que o Miguel não sabe voar :)

Factura histórica


Não resisti em deixar-vos aqui uma boa gargalhada! Divirtam-se :)

sábado, 28 de março de 2009

"Efémera" de Rita Fouto




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Fui assistir a esta peça de teatro no dia 27 de Março, no Dia Mundial do Teatro: Efémera.
Quando li a ficha técnica fiquei à espera de um conto eventuamente banal... Mas a história é contada de uma forma tão singular e com um ritmo tão próprio que por si ganha vida e força.
Os actores são criativos, expressivos e de tal maneira envolventes que damos por nós a reviver momentos em que também vivemos despertares individuais e que são tão intensos e importantes para o crescimento pessoal...
E a música que acompanha a peça é tão bonita... Toda a equipa está de parabéns!!!
Aconselho vivamente!
Espreitem aqui: http://animaseapresenta.blogspot.com/

quinta-feira, 12 de março de 2009

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Ilustração de Susanne Jansen
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Desenhos a carvão em fundo negro – para quê?
A magia não é ver, é sentir e saber.
Fechar os olhos, encontrar o clarão aqui dentro
e ser ofuscada com brancos tempestuosos de razão.
Sentir... percorrer o vazio, com a língua a sentir o frio.

domingo, 8 de março de 2009

Simon and Garfunkel Scarborough Fair



"Are you going to Scarborough Fair?
Parsley, sage, rosemary & thyme
Remember me to one who lives there
She once was a true love of mine
Tell her to make me a cambric shirt
(On the side of a hill in the deep forest green)
Parsely, sage, rosemary & thyme
(Tracing a sparrow on snow-crested ground)
Without no seams nor needlework
(Blankets and bedclothes a child of the mountains)
Then she'll be a true love of mine
(Sleeps unaware of the clarion call)
Tell her to find me an acre of land
(On the side of a hill, a sprinkling of leaves)
Parsely, sage, rosemary, & thyme
(Washed is the ground with so many tears)
Between the salt water and the sea strand
(A soldier cleans and polishes a gun)
Then she'll be a true love of mine
Tell her to reap it in a sickle of leather
(War bellows, blazing in scarlet battalions)
Parsely, sage, rosemary & thyme
(Generals order their soldiers to kill)
And to gather it all in a bunch of heather
(And to fight for a cause they've long ago forgotten)
Then she'll be a true love of mine
Are you going to Scarborough Fair?
Parsley, sage, rosemary & thyme
Remember me to one who lives there
She once was a true love of mine."

sábado, 7 de março de 2009

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Ilustração de MEHRDOKHT AMINI
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Entrego-me,
deito-me no céu vazio, azul, intenso,
aguado de mar e sal e lágrimas e areia que dói quando se esfregam os olhos...
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Deito-me no vazio do céu, rasgando as nuvens, o vento,
as correntes quentes e frias que me lambem o corpo e agarram,
dilacerando e reabrindo golpes antigos.
Que já conheço, que já sei como doem, que arrisco de novo em senti-los...
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Desço numa estonteante viagem, que me acelera o coração e oprime-o com medo, tanto medo...
de não sentir as minhas asas a abrirem... de me aperceber em vão que porventura não as tenho.
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E vou querer que me agarres com dedos firmes e mãos fortes,
que vão saber a rochas que não se gastam com o vento.
Rochas de aço e não de areia...
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Nunca mais quero que me saibas a areia.
Essa escorrega-me pelos dedos e nunca a consigo agarrar...
ilusão de a prender, abrir as mãos e sentir o vazio, que me escorre,
como o azul que me emprestas do teu olhar.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009


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Ilustração de Nicoletta Ceccoli
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Vou cobrir-te de beijos ternos, doces… como pequenos afagos de vento.
Vou olhar-te com cuidado, demorar a minha vontade em ti, demorar o meu desejo em mim.
Vou enlear-te de seda colorida, fria, que te arrepia quando roça a tua pele.
Vou desenhar-te cores nos lábios, nos olhos, no teu corpo dourado de areia.
Vou descansar o meu corpo no teu… largar este peso como lastro sobre os teus ombros, o teu peito, a tua barriga, as tuas pernas.
Vou abraçar-te com força para que o meu existir derreta na tua pele
E que juntas passem a ser uma só.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009





Klimt, Golden fish
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Olho-te a medo. Com medo de ti, com medo de mim.
Desejo-te a medo, quando fica escuro em mim.
Passo então os meus dedos no vermelho dos teus cabelos, no carmim dos teus lábios,
nas sardas que salpicam o teu rosto.
Afundo os meus olhos nos teus e peço-te por favor que não digas nada…
Porque as palavras rebentam a bola de sabão onde tu e eu moramos.
Ficamos então assim… como alma e reflexo uma da outra.
Passando os dedos em ti como se me procurasse a mim.

domingo, 22 de fevereiro de 2009


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Ilustração de Benjamin Lacombe
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Cabes todo na minha mão… o teu riso, o teu azul, as tuas sardas.
Fecho a minha mão com força e encosto-a ao meu peito. Que está quente, que pulsa ao sentir-te, que se arrepia ao pressentir-te. E fecho os olhos com força porque a dor se confunde com o prazer. E não aguento, toda essa força, toda essa urgência de sentir.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Slumdog Millionaire de Danny Boyle

Era minha intenção ter ido ver ontem a Coraline. Quando lá cheguei fiquei tristíssima porque só tinham a versão portuguesa...
Acabámos por ver Slumdog Millionaire... Aconselho vivamente!!!! O argumento é fantástico, o retrato social é precioso, e toda a banda sonora é realmente incrível. Um filme forte, profundo, bonito e apesar de tudo tão simples... Já ganhou 4 globos de ouro (Melhor realizador, Melhor fotografia, Melhor banda sonora e Melhor argumento), vamos ver quantos óscares vai ganhar :)




Aqui estão mais algumas fotografias do filme. A música Jai Ho é fantástica! Vejam o filme, vale muito, muito a pena!!!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Coraline de Henry Selick



"Have you ever wished for a different life?
Be careful what you wish for..."

Tenho visto a publicidade a este filme nos cartazes espalhados por aí, e estou enfeitiçada... Tenho de ver este filme!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Livraria Lello e Irmão - Porto, Portugal



Fotografias de J.Lorea

Numa livraria normal, já me consigo perder horas sem fim. Nem quero imaginar quando um dia visitar este livraria perdida no espaço e no tempo. Fica no Porto e é motivo de orgulho...
Aqui fica um cheirinho do que deve ser esta pequena maravilha!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Era uma vez Sintra...

Pode encontrar estas fotos aqui no TrekEarth



Escrevi o conto que se segue, quando tinha 15 anos. Nessa altura, comecei a estudar na Portela de Sintra. Nunca tinha convivido tão de perto com a Serra de Sintra, com o Castelo dos Mouros, com o Palácio da Pena, com a Vila... e sinceramente acreditei (e acredito) que Sintra é de facto um local mágico.

Com 15 anos, esta história foi a minha maneira de honrar Sintra, de lhe dizer como ela me fascinava e me encantava. Mas no Inverno, Sintra tem tanto de mágico e nostálgico como de mórbido...

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- Conta-me um conto - disseram-me - Conta-me um conto que fale de estrelas, céus, florestas…
- Um conto? – perguntei – Queres ouvir um conto que fale de magias, queres ouvir poesias que falem de amor?
- Sim. Quero um conto perdido no espaço e no tempo, quero ouvir falar de reis, rainhas, deusas… Quero um conto de outrora sonhado por ti.
- Era uma vez Sintra, - comecei então eu – terra sagrada dos deuses…
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Lá vivia Morgane, filha dos céus e das estrelas, lá de onde se erguia um castelo rude e simples, mas altivo e sobranceiro dos Mouros chamado.
Morgane nasceu na floresta, numa noite de tempestade. Nasceu da magia que os deuses evocaram para proteger Sintra. Foi abençoada e a sua vida destinava-se a um momento...
Na sua última noite, Morgane vestiu-se de branco, dançou no escuro, ergueu-se em preces, falou aos ventos, clamou poesias. A floresta, onde sempre sonhara acabar os seus dias, agitava-se em seu nome, explodia em tempestades.
Algures perdido nessa noite, um príncipe vagueava empurrado pelo vento e pela chuva, sem querer, sem saber para onde os passos o levavam. Seguia sem rumo até ouvir tais melodias e desconcertos. Seguindo o som acabou por encontrá-la. Demorou o olhar em Morgane, ficou deslumbrado com o momento.
Morgane movia-se num bailado magoado de gestos vincados e lentos. Insinuava-se como uma imagem deturpada… Dançava ao vento, à noite, à magia confusa do momento. Mostrava-se ao mundo e reclamava por um toque, um afago. E sorria confundindo a sua beleza no escuro que a esquecia.
Ele não sabia o que seguia, não conhecia o que adorava. Aproximou-se da mulher de branco que na floresta dançava… aproximou-se sem medo perdido no espanto, tocou-lhe ao de leve no seu corpo e pediu-lhe:
- Senhora de Branco, leva-me contigo nessas magias, ensina-me a sonhar que me sinto perdido.
Ela sorriu a medo e soprou-lhe para dentro do seu olhar, palavras de tudo e de sonho. Embalou-o na sua melodia e dançaram ao vento e à noite escura.
Os deuses ergueram-se numa só voz. Lançaram chuva e raios, pintaram os céus com brilhos, apagaram as brumas, abençoaram o momento.
Morgane e o seu príncipe esqueciam tudo e todos e amavam-se num momento secreto e sagrado. O sonho era tudo, a vida nada ou quase nada…
Quando o príncipe acordou nessa manhã, viu com surpresa que estava só. Relembrou a sua noite sem perceber se a vivera de facto ou se ficara perdido numa ilusão.
Nesse dia foi proclamado rei; dizia o povo que tinha sido escolhido pelos deuses. E contavam-se histórias no reino de que uma deusa surgira em Sintra no meio da tempestade e vestida de branco nas suas florestas dançara, clamando ao povo que já tinham rei. O povo chamava ao seu novo rei, príncipe da Pena, nome que a deusa cantara nas suas melodias.
Ao príncipe não lhe interessava um reino, nem sequer o seu palácio prometido. Não encontrava forças em si que encaminhassem um povo e não conhecia aquela história como o povo a contava. Só ansiava pela noite, por uma nova visão da sua mulher de branco.
Seis noites o príncipe vagueou sem rumo pela floresta, seis noites esperou pela mulher de branco, mas tudo permanecia vazio e intacto. Na sétima noite os céus estouraram em lamúrias e uma tempestade rompeu o silêncio. E o príncipe da Pena ouviu de novo aqueles cantares. Percorreu os jardins do Palácio, enfrentou a floresta dos Mouros e encontrou-a rezando na muralha mais alta do Castelo.
Ele apaixonado pediu-lhe tudo, Morgane insana deu-lhe a sua magia. O príncipe sem saber o que pedira, num golpe doce rasgou-lhe a vida... Preencheu-a na complacência de um grito e agitou-a em preces e murmurou-lhe delírios, ditou-lhe loucuras num beijo esquecido. Tarde na noite, o príncipe levou-a, a noite cantava melancolia, carregou-a nos seus braços enquanto chorava e tremia.
E os céus gritaram-lhe mil trovões, mostraram-lhe mil luzes, mas o apaixonado corria e ela nos seus braços desfalecia. Ele falou-lhe em preces e ainda que morresse, dava-lhe beijos e implorava-lhe que vivesse. Ela desmaiada em sonhos, perdida da vida, agitava-se em pesadelos… Morgane morria.
O apaixonado chorava, em lamúrias tristes e inconsoláveis. Ela deitada nos seus braços, era embalada numa melancolia terna, num afago meigo. Por entre soluços ele soprava-lhe palavras bonitas, acariciava-a e contemplava-a. Prometia-lhe céus, falava-lhe loucuras, implorava-lhe perdão… pedia-lhe apenas que ficasse.
- Peço-te que vivas – murmurava ele – quero que saibas que te amo… que vou proteger a tua serra todos os dias da minha vida.
E abraçou-a, num abraço carregado de estrelas, infinito e pena, muita pena... E Morgane, desfalecida nos seus braços, delirava poesias, falava de sonhos. Já se sentia longe, já vivia para lá do sol, era Deusa e Senhora de Sintra. Mas ouvia o seu príncipe que lhe dedicava preces de amor e magia…
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- Morgane morreu? – perguntou alguém num espanto.
- Sim. Todas as noites passeia de branco nas muralhas do Castelo, nos jardins encantados do Palácio, no alto da Serra, nas florestas sagradas de Sintra.
- E o príncipe da Pena?...
- Reinou um século, protegeu Sintra. Foi ao encontro de Morgane no castelo, todas as noites de tempestade.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Prémio Dardos


Este blogue, o "Tapete Voador", ganhou um prémio, o Prémio Dardos, o qual me deixou muito orgulhosa.
“Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.”

Quem atribuiu este prémio ao Tapete Voador foi a Célia Jordão Alves, autora do blogue Caixa dos Pirolitos, do qual sou fã nº1! Obrigada Célia por todas as visitas que me fazes e pelos mimos que vais deixando.

Esta acaba por ser uma boa oportunidade para divulgar alguns dos blogues que eu visito, revisito e volto a visitar porque simplesmente me fascinam por um motivo ou por outro. Só fico com pena que a escolha seja de 15 apenas...

Então, quem for agraciado com este prémio, deverá se assim o aceitar, fazer o seguinte:
"O premiado deve, por favor, seguir estas instruções:
1)Deve exibir a imagem em seu blog;
2)Deve apresentar o blog pelo qual recebeu a indicação;
3)Escolher outros 15 blogs a quem entregar o Prémio Dardos,
4)Avisar os escolhidos"


Estas são as minhas escolhas, mas volto a dizer que 15 são poucos, porque a quantidade de blogues que admiro é muito maior:

Alfinete de Dama
Tal qual sou
The pink inuit
Roger Olmos
Décousu
Cores em tons de Cinza
Caixa de Papelão
Conspirações Artísticas
Helena Simas ilustra
O Morcego saíu à rua
Bem estar
eendar
Papéis por todo o lado
Pozinhos de Perlimpimpim
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


Ilustração de Mehrdokht Amini
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Agarrou-me com uns braços mudos, fortes. E ficamos ali, sob um céu de estrelas e riscos. Os seus dedos sujos dedilhavam o meu rosto, libertando cores e vazio. Deitou-me no seu colo e contou-me segredos que agora me castram.
E aquele abraço sabia a vento… encorpado mas vazio. Cheio de enganos. Daquele abraço eu fugi… talvez para não me enfrentar.
Durmo agora sonos soltos e carrego um fardo que só é leve quando tu estás.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Elis Regina, Romaria



O meu irmão mais velho preencheu a minha infância de memórias, como todos os irmãos mais velhos... Conheço esta canção desde essa altura: quando ele a cantava e quando ele me a ensinou. Obrigada :)

No YouTube aparecem outros vídeos em que a voz dela está mais nítida e bonita, mas só neste a encontrei a cantar. E ela canta com tanto sentimento que isso não podia passar despercebido.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Tim Burton, The Corpse Bride


Corpse Bride, Piano Duet


Corpse Bride, The final scene


Um bocadinho de um filme que eu achei simplesmente delicioso. Imagens fantásticas, fantasmagóricas e ternurentas. Adoro as cores contrastantes e eléctricas das ilustrações. Quem me dera desenhar assim :)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Palavras de sorte


Iustração de CLAUDIA EMANUELA COPPOLA
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Vou soprar para dentro da minha mão palavras de sorte…
Soprá-las com cuidado para que não se estilhacem nas muralhas dos meus dedos.
Depois vou fechar os olhos e sorrir com certezas.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Saudade, saudade...



Adoro esta senhora! A voz forte e doce que embala os sentidos e entorpece a alma...

sábado, 24 de janeiro de 2009

O Puma e a Salsa já são os melhores amigos!!

Conseguimos!!! O Puma e a Salsa já são os melhores amigos! Foi trabalhoso, mas valeu mesmo a pena. A aproximação foi lenta e de início o Puma tinha sempre o açaime e a trela. Ele ficava muito tenso e tentava morder-lhe, mas aos poucos foi descontraíndo e começou a habituar-se à presença dela. Houve um dia em que nos enchemos de coragem: tirámos-lhe o açaime e entretanto tirámos-lhe também a trela...

Este filme foi feito no primeiro dia em que tirámos a trela e o açaime ao Puma. O filme é muito longo, mas aqui estão apenas alguns segundos. Terminou com um espalho muito espalhafatoso da Salsa de cima do sofá por obra e graça do Puma. Achamos que apesar de tudo o saldo foi positivo! :)

Agora continuam os 2 vivos e muito felizes! Brincam imenso e por vezes são mesmo brutos. Abocanham-se, guincham, dão saltos e beijinhos...

O Puma arranjou uma melhor amiga e daqui a uns tempos há-de transformar-se na sua namorada :)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Mudar de vida...



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Ilustração de Diego Fermin
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Já não é a 1ª, nem 2ª, nem sequer 3ª vez que dou por mim a mudar de vida... E faço as malas. Umas vezes encho-as de roupa, livros e fotografias. Outras vezes coloco lá dentro simplesmente sonhos, coragem, loucura, sentimentos... e muita vontade de ir.

Apercebo-me que o faço não só por necessidade, mas por ímpeto. Os dias que nascem sempre de forma igual durante muito tempo exasperam-me.

Pensei em actualizar o meu blogue e era sobre isto que eu ía falar. Desculpar um pouco a desactualização do meu blogue com a minha mudança de vida... Quando abri o meu blogue fui directamente espreitar a citação que lá estava... E dizia o seguinte:

"Não é na novidade mas no hábito que descobrimos os maiores prazeres"

Radiguet, Raymond

Mais uma vez não quis acreditar... O destino voltou a ser irónico comigo e no meu blogue já é a 3ª vez que isto acontece! Se calhar tenho uma lição a tirar com esta citação... Será?

Curiosamente a minha vida sentimental encaixa perfeitamente na citação de Raymond Radiguet... e ainda hoje não consigo perceber porquê.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Our deepest fear is not that we are inadequate...

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Ilustração de Brian Froud
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‘Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light, not our darkness, that frightens us most. We ask ourselves, ‘Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, and famous?’ Actually, who are you not to be? You are a child of God. Your playing small does not serve the world. There is nothing enlightened about shrinking so that people won’t feel insecure around you. We were born to make manifest the glory of God that is within us. It’s not just in some of us; it’s in all of us. And when we let our own light shine, we unconsciously give other people permission to do the same. As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others.’
- Quotation from the film "Akeelah & the Bee" based in Marianne Williamson in Return to Love: Reflections on a Course in Miracles
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Decidi colocar esta citação depois de ter visto pela 2ª vez o filme: "Letra por letra". É um filme ternurento e acima de tudo inspirador...
Que esta seja a mensagem que nos guie em 2009 :)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz 2009



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Ilustração de Carla Nazareth
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Vou pedir às estrelas que este 2009 traga dias de paz e alegria para todos.

Que consigamos apreciar o dia a dia, sem pressas, sem receios e com muita vontade de ser e de viver.

Com certeza que vão haver dias menos bons... mas estamos rodeados de familiares, amigos e por isso de amor. E afinal de contas não é o amor o que nos faz sentir melhor?...

Feliz 2009!!!!